domingo, 30 de outubro de 2011

Sete momentos do silêncio


A compreensão

Não é possível compreender
O porquê de tudo
O porquê de nada
Era o vazio

Não a respostas no vazio
Porem há todas as perguntas
Como compreender o vazio

Não há verdade acima
Não há verdade abaixo
Pois aquele que não compreende
O silêncio dessas linhas

Acabam sendo escravos

Sete momentos do silêncio


Falta de ar

Então o que falta quando lhe vê?
E o que falta quando te toca?
E o que falta quando te beija?
E o que falta quando te sopra?

Em pleno silencio é o que falta
E no escuro sozinho lhe falta
Até a morte lhe abraça na falta
A mesma falta quando lhe morde

Isso é o que falta quando lhe escrevo
E adormece o corpo quando lhe falta
E o respirar não me assiste
Quando bate em mim a sua falta

Sete momentos do silêncio


Sem nexo
Foi de fato sem explicação
Tudo escrito sem a mão
 De voracidade múltiplas
Sem plexos ou anexos

A vontade pura
De nada dizer
Dizer nada viver
E de fato esconder

O que nenhum sentido faz
Nem mesmo de ao revés
Se perde a historia
De algo que existiu

Em apenas um olhar
Aquele que se olha sem pensar
E se perde no segundo sem fim
Para nada contar

Sete momentos do silêncio


Acabou o brilhinho

Luz cativa, de luar branco e pálido
Aquela luz que brilha no teu sorrido cálido
Em que horas me perco
Em querer-te iluminada

Acabou o brilhinho
Da mascara em luarada
E sobrou a face
Nas sombras enganada

Se me perco em palavras
Porque o brilho ofusca
E não enxergo mais nada

Tive, não ter
Do inesquecível impossível
O prazer do que não existiu
Permanece imutável e invisível

Mas acabou o brilho?

A dor do silencio



Era para ser como um sonho,
E de sonho em sonho passaram os dias
E de sonho em sonho passaram –se os anos

Adormecido entre seus braços carinhosos
Foi se aconchegando o corpo e alma
Foi se protegendo de tudo e de todos

Entre um piscar e outro viu o mundo
E decidiu acordar entre um sonho e outro
Acordar é difícil
Sair de seus braços muito mais

O mais doloroso foi o silencio
O silencio....
Parece ter  vida tudo que não sentimos
Toma forma o que não vemos e o que não ouvimos

O silecio foi prenuncio
A verdade foi a dor
O fim do sonho foi o desfecho
Da clareza que acabou

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sete momentos do silêncio

Verborragia


E o inicio foi o verbo
Ser único
Estar o todo
Comerei o íntimo
Morrerei em todos

Verá o visto
Respirará o que somos
Não terá no intimo
De gostar do gosto

Viver vivendo
Escrever o infimio
Perder o medo
De se ver morrendo

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Serie de poemas "O anjo e o Demonio"

Poema 1

Dorme ao leito da lua.
Clara e palida em sua pureza.
Dorme nua e clara.
Na luz da brilhante lua.

Percorro meus olhos.
E não vejo.
PErcorro meus labios.
E não beijo.

Sente-lhe o toque tão afavel.
E como viver os devaneios.
Até mesmo as fitas de sedas.
Ou as correntes de aço.

Me dariam o prazer.
De lhe amarrar a mim .
E no cair da noite .
Em lua clara.

Seus sussurros.
Percorrem a escuridão lasciva.
Onde os desejos e os pecados são perdoados.
Mesmo que a noite seja infinita.

Tenho o gosto de sua pele.
Em meus labios
Tenho olhos claros a olhar pra lua.
Vejo a lua branca deitar em seu seio.

E descansar brilhante .
No colo desejado .
Em meus sonhos e devaneios
Que as vezes é anjos as vezes diabo....

domingo, 30 de março de 2008

Serie de poemas "Duas palavras uma estação"

Poema 23

Para fazer um bom poema

Não precisa de inspiração

Só apenas respiração

Para fazer algo de amor

Não precisa tanto zelo

É apenas sentimento e um pouco de dor

Para fazer chover assim

Não basta sair sem guarda-chuva

É só sair de casa e não olhar para rua

Para não fugir daqui

Tenho frases descabidas

E pessoas mais descabidas

Para se ter uma boa semana

Peço a Deus em oração

Que não me tire o coração

E que faça de meus poemas

Mais que palavras

Uma benção

segunda-feira, 17 de março de 2008

Serie de poemas "Duas palavras uma estação"

Poema 22

Desejo lhe nua

Rapidamente

Para amar-te agora

Para amar-te sempre

Desejo-lhe o corpo

E que seja quente

Não somente suas pernas

Como seus lábios ardentes

Desejo-lhe a alma

Puramente entregue

Que seja porque me amas

Mas que seja eternamente breve

Desejo-lhe toda

E mais por completa

Sem mesmo com leve pudor

Mesmo que amar seja com dor

Hei de te ter em meus braços

Mesmo que seja apenas um conto

No intimo de seu ser atordoado com meu ser

De ser em ti o amor vivo e impossível ser

domingo, 9 de março de 2008

Serie de poemas "Duas palavras uma estação"

Poema 21

Eis que amo mulher ingênua

A tênue face que felicita o mundo

Pura e clara

Que ingenuidade a minha amá-la

De corpo lascivo

Andar exuberante

Não foste a primeira a ter meu amor

Mas gostaria que foste a ultima

Ingenuidade tola

Acreditar em promessas bobas

Que teu olhar só seria meu

Que teu corpo prazeroso

Fostes um dia minha

Corre a fúria de meus ímpetos

E afunda meus desejos

Quanto mais te quero longe

Mais prazer em seu corpo vejo

Não é mais ingênua menina

Onde cantavas com voz fina

Hoje dormes em cama macia

No calor de meu peito

No rubor do desejo

Na fonte dos lábios

Na penumbra noite

Dorme anjo

De traços sutis

De curvas tão frágeis

De olhos tão vis

Serie de poemas "Duas palavras uma estação"

Poema 20

Todo amor que valha

Tem um certo medo

Tem um doce mel

Enquanto, escorre o fel

Todo amor é triste

Algo, que ninguém resiste

Dor que mata e faz chorar

É a mesma alegria de te amar

Todo amor é sensual

Algo mais que natural

Desejar-te toda nua

E amar-te em plena Lua

Todo amor é impossível

O que o torna mais incrível

Pois é tanto que te amo

E o porque, que eu luto tanto

Sim amo-te por ser amante

Não por seres bela

Nem pela boca doce

Amo-te por serdes minha

E por isso te amo em prantos

Deixo te ir amor

Pois pra mim. vida é amar-te a qualquer preço

Amar você em meu travesseiro

Ou na cama de terceiros

Esse amor que não acaba

Ele morre e nasce

Me ama e me mata

De alegria

De tristeza

De amor

E de saudade

Esse é todo amor que valha

Só merece teu canto

Um poema canalha

E todo meu pranto

Não se seduz a alma com o corpo

Para isso tem que ter leveza

Para seduzir a alma tem que ser cântico

Não basta ser romântico

Tem que ser verdadeiro

Para seduzir a alma tem que se ter rima

E um pouco de paixão

Mais que uma arte fina

Não basta o desejo ínfimo

Que o corpo sucumbe aos vícios

Deve-se ter clareza

Pois o amor da alma é de certeza

O mais valioso entre todos amores

Para seduzir-te a alma

Perco minha vida inteira

Perco meu sono e a calma

Para seduzir-te a alma

Falta-me gesto

Falta-me fôlego

Sobra me amor e desejo

Para seduzir a alma

Escrevo minhas misérias

No vazio

No silencio

Para seduzir-te a alma

Clara e singela

Entrego te a minha

terça-feira, 4 de março de 2008

Serie de poemas "Duas palavras uma estação"

Poema 19

Todo amor é descabido

Intenso amor

Que surge no improviso

Tão carnal quanto divino

Não foi a primeira vez que me perdi

No teu olhar no seu sorrir

No pequeno segundo

Procurava a eternidade

De ter-lhe por um momento

Desejar-te na eternidade

Sucumbir aos seus encantos

Afagar-lhe contra o peito

Ver em tua alma

Algo alem dos meus desejos

De modo rápido roubar teu fôlego

Para ter seu sorriso

Só mais uma vez.

Serie de poemas "Duas palavras uma estação"

Poema 18

Não é de agora que te amo

Nem poderia ser

Se te conheço a tão pouco

E não é difícil te querer

A chuva fria não traz teu perfume

O gélido ar não lembra seu toque

E o vazio do inverno não se ouve seu sussurro

Na espera inquietante do meu amor singelo

Te prometi eternamente o meu amor

Tão pobre e frágil

Tão grande e cheio de dor

Mas eternamente teu

Beijar-lhe a rosa nua

E perfumar os meu ares

Desejar-te inteira lua

E amar-te em fina arte

Dorme pálida no peito ardente

De paixão enorme e coração temente

No sono calmo que o anjos te levam

Depois de pecar no amores terrenos

Beijo tua face em leito

Em quanto dormes fico admirar

O desejo retornar ao peito

Mais uma vez em minha cama te amar